25 Dec 2013

Especial Natal: Construindo Pontes!




Há muito tempo atrás existiam dois reinos, eles ficavam situados em uma região montanhosa de difícil acesso, a única ligação entre eles era através de uma ponte.
Por serem as únicas vilas da região existia entre elas um grande comercio e fluxo de pessoas.
Um dia a princesa de um dos lados visitou o outro, lá ela acabou conhecendo o príncipe daquele reino, assim que se viram apaixonaram-se um pelo outro. Mas não podiam se casar, o pai da princesa já havia prometido que ela se casaria com um nobre do seu reino.
O jovem casal ficou muito triste ao saber que não poderiam se casar, eles não aceitaram aquilo, estavam decididos a fugir se com isso pudessem permanecer juntos, mas o pai da princesa descobriu o plano deles e o impediu.
Ele mandou que a ponte fosse destruída separando assim o casal para sempre. Mas um pássaro ficou com pena, se compadeceu da tristeza deles e tentou ajudá-los, levava as cartas que um escrevia para o outro.
Ao ler as cartas eles se sentiam conectados, as palavras eram a ponte que os unia, por elas podiam sentir o amor um do outro, isso os deu força para continuar e poder aguentar.
Seus corações sempre permaneceram ligados, e um dia quando o príncipe e a princesa se tornaram rei e rainha reconstruíram a ponte e puderam então se encontrar de novo e se casar.

Garoto: Ainda não entendo vovô, qual o sentido desta historia, o que ela tem a ver com o natal.
Avô: Calma, logo você entender. Deixe-me continuar.

Sentados no parque aproveitando o último dia antes do inverno e da neve começar estavam um pai e seu filho, ele contava-lhe esta velha historia. O que eles não viram foi que próximo dali, em uma arvore estava um pequeno Pidgey.
Ele estava bastante ferido, mas esta historia ajudou a curar seu coração. Alguns dias antes ele tinha se tornado órfão.
Um pequeno Pidgey ansioso para conhecer o mundo, assim que aprende a voar quer desbravar os céus e ir a todos os lugares, mesmo ignorando os avisos de seus pais.
Os céus estavam nublados, uma grande queda na pressão do ar, uma tempestade estava vindo. Quando seus pais o proibiram de sair de casa o jovem Pidgey não obedeceu, no inicio estava tudo bem, mas no meio do caminho de volta para casa foi apanhado por uma grande tempestade.
Percebendo que o filho não estava em casa eles saíram para tentar procurá-lo. Encontraram-no preso, sendo castigado pelos fortes ventos da tempestade, sem pensar eles entraram na tempestade e com muito custo conseguiram puxar o Pidgey para fora, salvando-o, entretanto, eles mesmo não puderam sair.
Todo o esforço para salvar o filho e a intensidade da tempestade que aumentava não permitiu que eles escapassem, no fim eles acabaram morrendo.
Pidgey estava cansado, ferido, e agora era um órfão, mas ele não conseguia pensar nessas coisas ainda, a única coisa em que conseguia pensar era nos pais, no quanto ele os amava, o que eles significavam para ele, e o fato dele ele nunca ter dito isso. Era isto o que mais o machucava, não ter dito a eles tudo que sentia.
Aquela historia que tinha ouvido o tinha tocado, no dia seguinte o pequeno Pidgey foi ate a cidade e começou a atacar os carteiros, roubando-lhes as cartas e entregando-as aleatoriamente.
Ele estava causando grandes problemas, correspondência sendo perdida e entregue nas casas erradas. Embora quisesse ajudar não percebia que apenas estava fazendo mal.
Ate que um dia um carteiro percebeu o que ele estava vendo, pôde ver que ele queria auxiliar, só não sabia como.
Outros já tinham tentando pegar Pidgey, usá-lo para ajudar já que ele parecia querer fazer isso, mas ele não deixava ninguém se aproximar, não confiava nas pessoas, mas este carteiro era diferente, era o homem que havia contado aquela historia que tinha inspirado Pidgey.
Depois de um inicio difícil com o tempo Pidgey começou a confiar naquele carteiro, tendo sido treinado e recebido autorização para ajudar na entrega das cartas.
Durante algum tempo ele viveu em paz, gostava dessa vida, sentia-se feliz por poder ajudar as pessoas. Mas um dia aconteceu algo. O filho do carteiro que havia ajudado-o estava muito doente, sua doença piorava cada vez mais.
O jovem tinha um grande sonho, ele queria que o seu avô viesse visitá-lo, poder vê-lo uma última vez, o problema é que ele estava em uma região muito isolada, era difícil chegar lá, principalmente agora com o inverno tão forte.
Vendo tudo aquilo Pidgey tomou sua decisão, ele iria se arriscar e fazer aquilo, sabia que o pai não podia deixar o filho doente sozinho e os outros não teriam coragem de ir ate um lugar tão inóspito no inverno.
Então com a carta amarrada na perna Pidgey partiu. O vento era forte, e açoitava com força, se ele parasse por um instante sentia que suas asas congelariam, o cansaço era forte, desistir parecia tentador, era tão fácil, apenas para em algum lugar e esperar o abraço do frio.
Mas ele se lembrou de porque estava fazendo aquilo, aquilo era mais do que uma carta, era uma forma de transmitir sentimentos, aquilo era levar ate outra pessoa os sentimentos de alguém que a amava.
Ele não podia deixar que acontecesse o mesmo que tinha acontecido a ele, perder alguém sem ter a chance de dizer o que realmente sentia.
No meio daquela tempestade seu coração desafiou o próprio inverno, sua vontade era inquebrável, ele evolui para Pidgeotto
 Depois de algumas horas procurando finalmente ele achou o avô do garoto em meio àquela nevasca terrível, ele morava naquele lugar isolado e era dono de um bando de stantlers, assim que chegou ate ele Pidgeotto desmaiou.
 O velho logo levou o pokemon ate sua casa onde o deixou perto do fogo e deu-lhe um pouco de comida. Logo que se recuperou Pidgeotto lhe entregou a carta, o velho ficou bastante consternado com a noticia sobre a doença do neto.
Imediatamente ele pegou o seu treno e usando os seus stantlers partiu, mesmo que os stantlers conhecessem bem o local e fossem adaptados ao clima ainda foi uma viagem muito difícil, demoraram mais de dez dias para fazer o trajeto que Pidgeotto tinha conseguido em três dias.
Chegando lá o velho ainda pôde encontrar seu neto, felizmente ele se recuperou, os médicos tiveram dificuldade em explicar, talvez tenha sido a alegria de rever seu avô.
Mas infelizmente Pidgeotto não resistiu a viagem de volta, pouco tempo após chegar e ver que o encontro daquela família ele morreu.
Ainda chocado pela morte do pokemon o velho tropeçou em um embrulho no chão, quando percebeu havia vários pela casa. Quando perguntou o que era aquilo descobriu que eram presentes que as pessoas da cidade tinham enviado para as crianças pobres e que Pidgeotto os entregaria.
Ao ouvir aquilo o velho ficou bastante triste, ele não podia deixar aquilo terminar daquele jeito, então ele mesmo colocou todos os presentes em seu treno e junto com seus stantlers saiu pela cidade os entregando.  

Garoto: Ele velhinho, era o Papai Noel?
Avô: Talvez.  
Garoto: Feliz Natal vovô!
Avô: Feliz natal para você também. 

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